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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

BOMJA FOLIA 2018: Reunião com Organizadores dos Blocos definem datas e horários



Na tarde desta Sexta, 26 de Janeiro, foi realizada mais uma reunião com os organizadores do blocos onde foram definidas as datas e os horários do Bomja Folia 2018 "O Carnaval do Povo de Bom Jesus-RN".

Escolha do Rei Momo, Rainha e Kenga do Carnaval. 

No Sábado 03 de Fevereiro os Blocos divulgarão os candidatos(as) ao Título de   Rei Momo, Rainha e Kenga do Carnaval 2018.


28 Blocos Confirmaram participar da Folia em 2018.

Confira a Lista:
  1. FARRA QUANDO PODE
  2. AMIGOS DE BAR
  3. MARCIANO DO FRANGO
  4. AI DENTU
  5. BLOCO DO NOCA
  6. AGORA AGUENTA NÓIS
  7. BALANÇA MAIS NÃO CAI
  8. CARNADANCE
  9. PENDURA A LÍNGUA NO VARAL
  10. OS PELADEIROS
  11. OS BOCA DE ALCOOL
  12. AMIGOS DO SABIA
  13. CERVEJA & CIA
  14. AS TOPS
  15. BLOCO DO CANELA
  16. AZ KENGAS
  17. OZ BREIROS BAR
  18. OS BOM DE FARRA
  19. QUADRILHA JUNINA CORAÇÃO POTIGUAR
  20. O BOM DE FAMA
  21. BLOCOS TAMU JUNTO
  22. OS FIRMAS
  23. OS ÉBRIOS
  24. OS DESENGONÇADOS
  25. AZ KENGAS DE LUXO
  26. @ DO ALCOOL
  27. BLOCO CIDA CHAGAS
  28. BLOCO PEGUE POMBO DOS GROSSOS
Programação:

Sábado (10): Arrastão dos blocos saindo da Academia  da  Saúde em frente a Escola Municipal Manoel Amaro, às 15:00 horas, percorrendo as principais ruas da cidade com chegada na praça dos Quiosques onde haverá e escolha do Rei Momo, Rainha e Kenga do Carnaval.

Domingo (11): Trio Elétrico vai percorrer as principais ruas da cidade com orquestra de frevo fazendo o esquenta, em seguida, Guga Play Boy sobe no Trio e  animará os Foliões dos Blocos.

Horários: O Evento iniciará no Sábado e o Domingo às 15:00 horas e terá o termino às 22:00 horas atendendo solicitação da Policia. 

Brasil fecha 20,8 mil vagas de trabalho formal em 2017


O Brasil fechou 20.832 vagas de trabalho formal em 2017, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje (26) pelo Ministério do Trabalho. O número representa redução de 0,05% em relação ao estoque de 2016, quando foram fechadas 1.326.558 vagas. Esse foi o terceiro ano consecutivo de saldo negativo. Em 2015, houve queda de 1.534.989 vagas.

Para o Ministério do Trabalho, o resultado de 2017 significa estabilidade do emprego no país. "É um resultado que veio dentro das expectativas. Todas as estimativas de mercado apontavam para algo próximo da estabilidade no emprego", avaliou o coordenador-geral de Estatística do ministério, Mário Magalhães.

De acordo com os dados, as contratações, no ano passado, totalizaram 14.635.899, e as demissões, 14.656.731. Apenas em dezembro, 328.539 postos de trabalho formal foram fechados – queda de 0,85% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os números do Caged 2017 já incluem contratos firmados sob novas modalidades previstas na reforma trabalhista, como a jornada parcial e a jornada intermitente. Foram, ao todo, 2.851 admissões para trabalho intermitente no mês de dezembro e 227 desligamentos. Em relação ao trabalho parcial, foram 2.328 admissões e 3.332 desligamentos, no mesmo período. O saldo foi de queda de 1.004 empregos.

Setores de atividade

Segundo o levantamento, o comércio liderou a geração de empregos, com saldo positivo de 40.087 novos postos de trabalho. Em 2016 e 2015, houve perda de 197.495 e 212.756 vagas, respectivamente.

A agropecuária encerrou o ano de 2017 com saldo positivo de 37.004 postos. No ano anterior, o resultado foi negativo de 14.193 postos.

O setor de serviços registrou saldo positivo de 36.945 postos, interrompendo tendência de queda observada em 2016 e 2015 (392.574 e 267.927, respectivamente).

Na construção civil, o ano foi encerrado com saldo negativo de 103.968 vagas, ante quedas de 361.874 e 416.689 identificadas em 2016 e 2015.

No setor de indústria da transformação, houve redução de 19.900 postos, retração menor que a observada nos dois anos anteriores (324.150, em 2016, e 612.209 em 2015).

Regiões

O Centro-Oeste e o Sul do país apresentaram saldo positivo de emprego, da ordem de 36.823 e 33.395 vagas, respectivamente, ante resultados negativos de 66.410, em 2016, e 64.887, em 2015, no Centro-Oeste e 147.191 em 2016 e 229.042 em 2015 no Sul.

Já as demais regiões do Brasil apresentaram saldo negativo, sendo o Sudeste com 76.600 postos, o Nordeste com 14.424 vagas e o Norte com 26 vagas. Nos anos de 2016 e 2015, os saldos negativos foram de 791.309 e 892.689, no Sudeste; 242.659 e 251.260 no Nordeste e 78.989 e 97.111 no Norte.

Fonte: Agencia Brasil EBC

Prefeitura de Bom Jesus realiza manutenção em escolas municipais para o início das aulas


A Prefeitura Municipal de Bom Jesus, em nome do prefeito Clécio Azevedo, realiza série de obras de melhoria estrutural e revitalização das escolas da rede municipal de ensino. A ação conta com apoio da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos e da Secretaria de Educação. 


A manutenção teve início na Escola Municipal Alice Garcia Freire e vai se estender a todas as escolas do município, durante o período de férias. Os serviços incluem reparos elétricos, hidráulicos, pintura, pisos, forros e reposição de materiais desgastados. 


De acordo com Clécio Azevedo, com essas obras de reforma, a Prefeitura espera oferecer melhora tanto no atendimento quanto na infra-estrutura oferecida aos alunos da rede municipal de ensino. "Vamos melhorar a estrutura para que os alunos e funcionários tenham melhores condições de trabalho e possam se desenvolver ainda mais”, disse o prefeito.


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Eleição para Rei e Rainha do Carnaval 2018 de Parnamirim será nesta sexta


Nesta sexta-feira (26), às 20h, na Praça São Sebastião, em Pirangi, acontece a escolha do Rei e da Rainha do Carnaval 2018. O evento é organizado pela Prefeitura por meio da Fundação Parnamirim de Cultura (FUNPAC).

Ao todo, 11 homens e 8 mulheres concorrem ao reinado do Carnaval de Parnamirim, uma das festas mais prestigiadas do Rio Grande do Norte.

“Esta programação tradicional reúne uma multidão todos os anos, agregando maior valor à programação planejada pela Fundação Parnamirim de Cultura para o Carnaval, que é um dos períodos mais importantes do nosso calendário cultural”, explica Haroldo Gomes, presidente da FUNPAC.

“Na apresentação que acontecerá nesta sexta-feira (26), os candidatos a Rei e Rainha do Carnaval irão mostrar danças e ritmos ao som da orquestra de metais. Além disso, serão julgados pela simpatia e graciosidade”, reforça André Batista, produtor do evento.

A Comissão Julgadora será composta de até 05 (cinco) pessoas, escolhidas pela organização do concurso. Os candidatos que receberem mais votos serão os eleitos para reinar com sua simpatia e molejo nas festas carnavalescas. A premiação será de R$ 4 mil reais.

Em breve, a FUNPAC irá divulgar a programação oficial do Carnaval de Parnamirim 2018.

Fonte: ASCOM PREFEITURA DE PARNAMIRIM

Noite do Forró no Estacionamento em Bom Jesus


Em discurso, Lula diz que nunca se iludiu com julgamento do TRF4


Após os desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) terem confirmado a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aumentado a pena fixada na primeira instância para 12 anos e 1 mês de prisão, manifestantes reuniram-se na Praça da República, centro paulistano, para manifestar apoio ao ex-presidente. Lula participou do ato e fez o primeiro discurso após a condenação em segunda instância na Justiça Federal. 

O ex-presidente disse que nunca se iludiu em imaginar um resultado diferente do que ocorreu no julgamento de hoje, em Porto Alegre. Lula reafirmou ainda que, com o resultado, voltou a deseja ser candidato à Presidência na próxima eleição.


“Eu nunca tive nenhuma ilusão com o comportamento dos juízes na questão da Lava Jato. Porque houve um pacto entre o Poder Judiciário e a imprensa, que resolveram que era hora de acabar com o PT e com a nossa governança no país. Eles já não admitiam mais a ascensão social das pessoas mais pobres desse país e dos trabalhadores. Eles não suportavam mais a ascensão da escolaridade, que ia da creche à universidade”, disse.

Lula criticou a decisão dos desembargadores que confirmaram a sua condenação, e pediu a apresentação de provas. “A decisão eu até respeito, porque foi deles. Eu não aceito é a mentira pela qual eles tomaram a decisão. Eles sabem que eu não cometi um crime. Eu me disporia a ficar com os três juízes um dia inteiro televisionado ao vivo, e eu quero que eles me mostrem qual é o crime que o Lula cometeu”.

O ex-presidente voltou a dizer que o apartamento do Guarujá, elemento central em sua condenação, nunca foi dele. “Se eles me condenaram, me deem pelo menos o apartamento, aí justifica. Me deem a escritura”, disse em tom descontraído.

Eleição

Lula disse que não queria mais fazer política em razão de já ter sido eleito presidente por duas vezes. No entanto, ressaltou que o resultado do seu julgamento fez ele voltar a desejar se candidatar.

“Eu até nem queria mais fazer política, eu já tinha sido presidente, mas agora, o que eu estou percebendo é que tudo o que eles estão fazendo é para evitar que eu possa ser candidato. Não é nem ganhar, é ser candidato. Essa provocação é de tal envergadura que me deu uma coceirinha e eu agora quero ser candidato à Presidência da República”, disse.

Lula enalteceu suas gestões quando presidente e valorizou o legado que deixou. Segundo ele, sua condenação não irá alterar a consciência política dos brasileiros. 

“Eles não podem prender o sonho de liberdade, eles não podem prender as ideias, eles não podem prender a esperança. E o Lula é apenas um homem de carne e osso. Eles podem prender o Lula, mas as ideias já estão colocadas na cabeça da sociedade brasileira, as pessoas já sabem que é gostoso comer bem, já sabem que é gostoso morar bem, as pessoas já sabem que é gostoso viajar de avião, já sabem que é gostoso comprar carro novo”.

O ex-presidente confirmou ainda que irá viajar a Etiópia na próxima sexta-feira para participar de discussões sobre combate à fome, e retornará ao país na segunda-feira.

A concentração teve início antes do voto do desembargador Victor Luiz dos Santos Laus, o último a votar. Do carro de som, onde uma faixa dizia “Eleição sem Lula é Fraude”, lideranças políticas e sindicais protestaram contra a condenação e defenderam o direito do ex-presidente de disputar as próximas eleições, em outubro deste ano. “Hoje foi um dia de farsa em Porto Alegre”, disse o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. “Passaram o dia falando, sem conseguir apontar nenhuma prova contra esse cidadão”, continuou, apontando para Lula ao seu lado.

Ato contrário 

Na Avenida Paulista, no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), manifestantes ligados aos movimentos Nas Ruas e Brasil Livre (MBL) comemoram a decisão do TRF4.

Mais cedo, antes do fim do julgamento, a porta-voz do #NasRuas, Carla Zambelli, disse que o voto do relator, João Pedro Gebran Neto, foi coerente. "Confiamos na Justiça de primeira e segunda instâncias, o que tememos são as manobras que podem acontecer no âmbito do Supremo", disse Carla.

O representante do MBL, o vereador Fernando Holiday, também afirmou que esperava decisão unânime que "assim dificultaria a candidatura dele".

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, manifestantes se reuniram a partir de 16h na Avenida Rio Branco, no centro da cidade, em defesa do ex-presidente. Eles acusaram o Judiciário de perseguição política a Lula. Na opinião de Roberto Ponciano, dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado, o julgamento foi um "retrato simbólico da história de opressão praticada pelas elites do país" ao descrever sua visão sobre o evento. "Temos uma sala com três homens brancos, descendentes de famílias privilegiadas desde o período colonial, muitas das quais proprietárias de escravos. E eles estão julgando um retirante nordestino, enquanto uma negra serve o cafezinho", disse.

Quatro argentinas que estão de férias no Rio de Janeiro se fizeram presentes no ato. Segundo Yamila Fernandez, de 20 anos, elas se informaram da manifestação e decidiram comparecer em solidariedade aos brasileiros e em apoio à Lula. "Na Argentina, está ocorrendo a mesma coisa com nossa ex-presidente Cristina Kirchner, que também se posiciona politicamente em defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo em geral. Estas perseguições seletivas da Justiça são ataques dos setores conservadores que estão ocorrendo em nível latino-americano e, por isso, argentinos e brasileiros precisam estar juntos nessa luta", disse.

Ontem (23), grupos contrários a Lula promoveram um ato na cidade. 

Manifestações

Durante todo o dia, manifestantes promoveram atos a favor e contra Lula em diversas cidades do país, inclusive em Porto Alegre, onde ocorreu o julgamento.

Entenda o caso

Os três desembargadores da 8ª Turma do TRF4 - João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus - rejeitaram hoje (24) recurso apresentado pelo defesa de Lula contra a condenação, aplicada no ano passado, pelo juiz federal Sérgio Moro. Na ocasião, o juiz, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância condenou o ex-presidente a 9 anos e meio de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva no caso do triplex do Guarujá (SP).

O colegiado entendeu que a decisão de Moro tinha embasamento em provas documentais e testemunhais e que Lula participou ativamente do esquema de corrupção envolvendo a Petrobras. 

Na sentença de primeira instância, o juiz federal Sérgio Moro disse que ficou provado nos autos que o ex-presidente e a ex-primeira-dama Marisa Letícia eram de fato os proprietários do imóvel e que as reformas executadas no triplex pela empresa OAS provam que o apartamento era destinado a Lula e faziam parte do pagamento de propina ao ex-presidente por ter beneficiado a empreiteira em contratos com a Petrobras.

No recurso apresentado ao TRF4, a defesa alegou que a análise de Moro foi “parcial e facciosa” e “descoberta de qualquer elemento probatório idôneo”. Os advogados afirmaram que um conjunto de equívocos justificava a nulidade da condenação. Para a defesa, o juiz teria falhado ao definir a pena com base apenas na “narrativa isolada” do ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, sobre o que os advogados consideram “um fantasioso caixa geral de propinas” e a suposta compra e reforma do imóvel. Na sessão de hoje, os advogados voltaram a argumentar que Moro agiu de forma parcial e houve cerceamento da defesa.

Na sessão, os desembargadores decidiram também aumentar a pena para 12 anos e um mês de prisão em regime fechado.

Fonte: Agencia Brasil EBC - Fotos: Agencia Reuters e Jornal O Globo - Todos os Direitos Reservados

Por 3 a 0, desembargadores do TRF4 mantêm condenação de Lula no caso triplex


Os três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, votaram hoje (24) pela manutenção da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex no Guarujá, no São Paulo. Os magistrados negaram o recurso da defesa de Lula contra sentença aplicada pelo juiz Sérgio Moro, em primeira instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O presidente da turma, Leandro Paulsen, proclamou o resultado e a sessão foi encerrada. 

Os desembargadores entenderam que a sentença de Moro é válida. E também aumentaram a pena do ex-presidente de 9 anos e meio de prisão para 12 anos e 1 mês de prisão em regime fechado pelos crimes citados, acolhendo pedido do Ministério Público Federal (MPF). 

O último desembargador a votar, Victor Luiz dos Santos Laus, também foi favorável à manutenção da condenação de Lula e pelo aumento da pena.

Laus disse que os desembargadores não julgam pessoas, mas fato. E completou: “Esses fatos que foram trazidos no ambito da instrução criminal foram objeto de ampla investigação. O resumo que se tem é que, ao fim e ao cabo, aquele primeiro mandatário auferiu benefícios com esses fatos”.

Os desembargadores também concordaram em reduzir as penas previstas inicialmente para O ex-presidente da OAS, José Aldemario Pinheiro Filho, e para o ex-diretor da área internacional da OAS, Agenor Franklin Magalhães Medeiros. José Aldemário, conhecido como Léo Pinheiro, foi condenado em primeira instância a 10 anos e 8 meses de prisão, mas teve a pena reduzida para três anos e seis meses. Já Agenor Franklin teve a pena reduzida para um ano e 10 meses. A princípio, ele tinha sido condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a seis anos.

A defesa de Lula deve conceder entrevista dentro de alguns minutos para falar sobre o resultado e futuros recursos. 

Como foi o julgamento

O julgamento começou às 8h30 com a apresentação do relatório do desembargador João Pedro Gebran Neto. Ele fez um resumo da ação e negou questão de ordem apresentada pela defesa que pedia mais tempo de fala.

Depois, o procurador regional da República Maurício Gotardo Gerum, teve 30 minutos para se manifestar. Ele afirmou que o ex-chefe do Executivo se corrompeu e que a defesa não conseguiu apresentar qualquer elemento probatório consistente que afastasse a acusação dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. “Lamentavelmente, Lula se corrompeu”, resumiu.

O advogado de Lula, Cristiano Zanin, afirmou, durante julgamento, que o processo é nulo e que, na sentença, não foi feita prova da culpa, mas, sim, da inocência do ex-presidente. Na alegação, Zanin apontou uma série de inconsistências no processo.

Depois, os desembargadores iniciaram a leitura dos votos. O primeiro foi o relator, João Pedro Gebran Neto, que votou pela condenação de Lula e o aumento da pena de 9 anos e 6 meses de prisão para para 12 anos e um mês de reclusão. Para o desembargador, a pena de Lula deve ser cumprida em regime fechado. Em relação ao ex-executivo da OAS Agenor Franklin, o relator propôs a redução da pena de 6 anos de prisão em regime fechado, para 1 ano, 10 meses e 7 dias de reclusão, em regime aberto. A pena do ex-presidente da empreiteira da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, foi mantida em 3 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto.

O revisor, Leandro Paulsen, votou em seguida. Ele acompanhou o relator e também manteve condenação de Lula e aumento da pena. Com isso, o placar ficou em 2 a 0, o que significa maioria no tribunal para manutenção da condenação de Lula. Paulsen disse, no entanto, que a pena só deve ser cumprida após todos os recursos "serem exauridos na segunda instância". 

E, por último, votou o desembargador Victor Luiz dos Santos Laus que seguiu os votos dos antecessores.

Entenda o caso

Para o juiz federal Sérgio Moro, que condenou Lula em primeira instância, ficou provado nos autos que o ex-presidente e a ex-primeira-dama Marisa Letícia eram de fato os proprietários do imóvel e que as reformas executadas no triplex pela empresa OAS provam que o apartamento era destinado a Lula e faziam parte do pagamento de propina ao ex-presidente por ter beneficiado a empreiteira em contratos com a Petrobras.

No recurso apresentado ao TRF4, a defesa alegou que a análise de Moro foi “parcial e facciosa” e “descoberta de qualquer elemento probatório idôneo”. Os advogados afirmaram que um conjunto de equívocos justificava a nulidade da condenação. Para a defesa, o juiz teria falhado ao definir a pena com base apenas na “narrativa isolada” do ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, sobre o que os advogados consideram “um fantasioso caixa geral de propinas” e a suposta compra e reforma do imóvel.

Fonte: Agencia Brasil EBC